Nutrição* - Faculdade Fastech

*Aguardando publicação do Ato Autorizativo (Art. 10, Decreto 9.235, de 15 de Dezembro de 2017).

 

A população brasileira, nas últimas décadas, experimentou grandes transformações sociais que resultaram em mudanças no seu padrão de saúde e consumo alimentar. Essas transformações acarretaram impacto na diminuição da pobreza e exclusão social e, consequentemente, da fome e escassez de alimentos, com melhoria ao acesso e variedade destes, além da garantia da disponibilidade média de calorias para consumo, embora ainda existam cerca de 16 milhões de brasileiros vivendo na pobreza extrema. A diminuição da fome e da desnutrição veio acompanhada do aumento vertiginoso da obesidade em todas as camadas da população, apontando para um novo cenário de problemas relacionados à alimentação e nutrição.

A Política Nacional de Promoção à saúde aponta a necessidade de formulação e implantação de estratégias nacionais, locais e regionais efetivas e integradas para a redução da morbimortalidade relacionada à alimentação inadequada e ao sedentarismo, com recomendações e indicações adaptadas frente às diferentes realidades dos países e integradas às suas políticas, com vistas a garantir aos indivíduos a capacidade de fazer escolhas saudáveis com relação à alimentação e à atividade física, prevendo ações de caráter regulatório, fiscal e legislativo que visem tornar essas escolhas factíveis à população.

A alimentação é um dos determinantes e condicionantes da saúde e um direito inerente a todas as pessoas. A promoção e garantia de uma alimentação adequada e saudável tem mobilizado historicamente esforços de diferentes setores do governo brasileiro e também de entidades e movimentos da sociedade civil, mas que nem sempre apresentaram os mesmos objetivos ou foram complementares. Programas de distribuição de alimentos, por exemplo, estiveram por vezes desconectados de estratégias estruturantes de melhoria das condições socioeconômicas da população, para que esta obtivesse os meios necessários para acessar os alimentos de forma autônoma.

As consequências da insegurança alimentar e nutricional da população, a exemplo da desnutrição e carências nutricionais específicas, recaem sobre o setor saúde e tem feito com que historicamente este setor tenha incorporado a responsabilidade de políticas e programas de alimentação e nutrição no Brasil.

De acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada pelo Ministério da Saúde (2019), a taxa de obesidade no país passou de 11,8% para 19,8%, entre 2006 e 2018. Foram ouvidas, por telefone, 52.395 pessoas maiores de 18 anos de idade, entre fevereiro e dezembro de 2018. A amostragem abrange as 26 capitais do país, mais o Distrito Federal, e o excesso de peso pode ser observado sobretudo entre pessoas de 55 e 64 anos e com menos escolaridade.

O estudo mostra que, no período, houve alta do índice de obesidade em duas faixas etárias: pessoas com idade que variam de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos. Nesses grupos, o indicador subiu, respectivamente, 84,2% e 81,1% ante 67,8% de aumento na população.

Em Cuiabá, 57,4% dos habitantes com 18 anos ou mais, estão com excesso de peso e 22,7% obesos, ficando em sexto lugar no 'ranking'. Em 2014, a mesma pesquisa apontou que 55% da população estava obesa ou acima do peso o que rendeu – na época- o título de capital com maior número de obesos. A pesquisa aponta que os índices aumentaram nos últimos treze anos, demonstrando que pouco se mudou em termos de comportamento de consumo.

O Plano Estadual de Saúde (PES MT, 2019) aponta como fatores negativos para a construção desse cenário a precariedade dos municípios em recursos econômicos, humanos, tecnológicos e outros, as fragilidades do detalhamento das especificidades municipais na legislação estadual de saúde, e a correlação de forças políticas dominantes na sociedade mato-grossense.

Em Mato Grosso, como na maior parte dos estados brasileiros, a maioria dos municípios é de pequeno e médio porte e não possuem serviços de saúde suficientes para responder às necessidades da população, tornando um grande desafio para a Secretaria de Estado de Saúde, responder pelas demandas assistenciais em todos os níveis de atenção, necessitando conjugar esforços políticos, técnicos e sociais para ampliar a parceria com o Ministério da Saúde, com as instituições de ensino, pesquisa e com os municípios que compõem as dezesseis regiões de saúde, objetivando identificar com maior precisão, as demandas sociais no setor saúde visando o aprimoramento das redes locais e regionais de saúde.

 Neste sentido, a descentralização e a regionalização dos serviços de saúde no Brasil foram uns dos princípios do SUS que mais se efetivaram desde a sua constituição, mas ainda, observa-se pouca valorização dos processos de planejamento, controle, regulação e implementação do processo de regionalização e, além de investimentos em projetos de reestruturação de gestão, torna-se urgente a capacitação e o desenvolvimento de pessoas para a implementação de políticas de saúde regionalizadas, aptas à atender a diversidade dos problemas a serem enfrentados no âmbito da saúde no estado, já que no contexto da alimentação e nutrição faz-se necessária analisar as diferenciações regionais: aspectos biológicos, culturais, sociais e econômicos, pois são determinantes dos hábitos alimentares e, portanto, do perfil alimentar, nutricional e de saúde de uma população.

Diante do exposto, a Faculdade de Tecnologia de Sinop se insere trazendo o Curso Bacharelado em Nutrição para a região com o objetivo de formar profissionais aptos para atuarem de forma competente, humanista, ética e inovadora na prevenção de doenças, na promoção, proteção, manutenção e recuperação da saúde, referendando-se em pesquisas com grupo de empresas do município, levantamento de dados econômicos alinhando-se aos levantamentos de dados educacionais locais e pesquisa interna.


Outras informações
Turno: Matutino / Noturno
Certificado: Bacharelado
Duração: 8 Semestres
Vagas: 50
Modalidade: Presencial
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